Informações acerca das providências requeridas pelo SINDSJUS-PI em relação ao novo prédio das Centrais de Inquérito e Audiência de Custódia de Teresina
O SINDSJUS, após seu presidente fazer uma visita ao novo prédio das Centrais de Inquérito e de Audiência de Custódia I e II da Comarca de Teresina-PI e, ainda, em atenção às solicitações de servidores lotados no referido prédio protocolou um requerimento administrativo ao Excelentíssimo Senhor Des. Hilo de Almeida Sousa, Presidente do TJPI, expondo as preocupações dos servidores e requerendo providências, conforme se vê do Requerimento Nº 15222/2024 – SINDSJUS, datado de 5 de setembro de 2024 - Processo SEI Nº 24.0.000107895-6.,
No bojo do referido requerimento o SINDSJUS relatou que:
No bojo do referido requerimento o SINDSJUS relatou que:
- O SINDSJUS, em sua missão de representar e zelar pelos interesses e segurança dos servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, realizou recentemente uma visita técnica ao novo prédio das Centrais de Inquérito e Audiência de Custódia I e II;
- ii) Nesta oportunidade, foram ouvidos os servidores, que prestaram informações, apresentando o novo prédio e foi informada uma série de problemas que geram grande insegurança para os servidores lotados nesse local, os quais são de extrema gravidade e merecem a atenção e providências imediatas de Vossa Excelência, sendo estes devidamente constatados pelo SINDSJUS;
- iii) Inicialmente, cumpre-nos informar que a segurança na portaria do novo prédio revela-se absolutamente insuficiente. No local, há apenas um segurança terceirizado, o qual, embora desempenhe suas funções com zelo, não dispõe do armamento adequado para enfrentar situações de maior gravidade, como a presença de faccionados e indivíduos de alta periculosidade que são levados ao local. Tal situação gera uma sensação de vulnerabilidade, tanto para os servidores quanto para os demais usuários do espaço;
- Neste ponto, ressalta-se que o referido prédio não foi construído inicialmente para a finalidade de ser um prédio público usado para custodiar, mesmo que temporariamente, presos de alta periculosidade, sendo um prédio com arquitetura desprovida da ideia da projeção voltada para a segurança em sua estrutura base, o que gera uma grande preocupação e um enorme sentimento de insegurança para os servidores;
- No tocante à estrutura interna do prédio, a situação é ainda mais alarmante. O espaço reservado para que os servidores realizem suas refeições e utilizem os sanitários localiza-se bem próximo a um corredor onde os presos aguardam a audiência de custódia. Esta proximidade com custodiados não apenas coloca em risco a integridade física dos servidores, como também acentua o estado de apreensão e insegurança no ambiente de trabalho;
- Outro ponto preocupante, é que os próprios policiais, responsáveis pela custódia dos detentos no local, manifestaram preocupação, uma vez que apenas 2 a 3 policiais são destacados para a guarda de um número significativo de presos, muitos dos quais são membros de facções criminosas. A desproporcionalidade entre a quantidade de policiais e a de detentos representa um risco claro e iminente de incidentes graves;
- Outro ponto de extrema relevância e preocupação diz respeito à qualidade do material empregado na reforma do prédio, e principalmente das divisórias dos ambientes internos. Tendo em vista que se trata de um espaço destinado a demandas criminais, onde presos e policiais estarão constantemente presentes, seria de se esperar que as paredes fossem reforçadas para resistir à eventuais transposição de munição;
- Contudo, foi verificado que a maior parte das paredes é composta de material que se quebra com facilidade e que não oferece a devida proteção balística. Esta situação é temerosa em um ambiente onde a segurança deve ser prioritária e pode resultar em tragédias de proporções incalculáveis.